domingo, 15 de abril de 2007

Foi dada a largada


Cheguei na sede da imobiliária por volta de 11h. Na véspera, sexta-feira 13, o corretor rompeu o acordo com a gente e se negou a aceitar um fiador do Rio de Janeiro. Cheguei a pensar que a gente ia perder o negócio, mas ele acabou aceitando me entregar as chaves em troca do compromisso de apresentar uma garantia bancária até o fim do mês. Não consigo entender essa lógica : não quer um fiador do Rio, mas aceita me entregar as chaves sem nenhuma garantia, confiando que no futuro eu apresentarei uma fiança bancária...e se eu não entregar ? Esperteza demais sempre atrapalha.


O Peixoto, empreiteiro que contratei por telefone sem nunca ter visto antes, já estava lá desde 8 e meia da manhã tentando subir com os materiais e começar a obra. Assinei o contrato e subi. O imóvel, um espaço andar de 460m2, já estava aberto e com plástico no hall dos elevadores para proteger o piso de granito.


Vendo aquelas duas salonas vazias, com piso no concreto e fios pendurados no teto, me dei conta que só um louco assumiria o compromisso de receber 4 mil processos 2 semanas depois. Paciência, agora já foi. O dia em Porto Alegre estava particularmente lindo e me confortei de saber que a Mônica estava certa de rejeitar a loja claustrofóbica e sua falta de janelas. Pensei até em adiar a contratação das persianas e deixar o escritório com as imensas paredes de vidro refletindo as ruas arborizadas do bairro Moinhos de Vento. O Peixoto me desaconselhou.

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