sábado, 28 de abril de 2007

Warm up


Falta bem pouco. A semana foi tão corrida que nem tive tempo de postar as novidades. Contratamos 16 estagiários, 1 gerente administrativo, 1 recepcionista nova (a anterior, que era muito qualificada, eu desloquei para o setor administrativo), mais 2 auxiliares administrativos. 4a feira foi o dia mais louco de todos. Fiz dinâmica com 26 candidatos a estagiários, outra com 6 candidatos a gerente, me reuni com o Amaury, me reuni com o Jorge Rojas, contratei os fornecedores de material de limpeza e higiene, falei com a BT, entrevistei e contratei uma auxiliar administrativo...olhando pra trás, nem dá pra acreditar que td isso foi feito em cerca de 7 horas.

6a feira pela manhã, entrei na sala, vi os móveis, vi os computadores chegando. Caramba, conseguimos.

A única coisa que ficou para trás foi a possibilidade de treinar o pessoal no uso do sistema da BCS. O servidor não chegou a tempo....2a feira, o escritório começa com exercícios de integração e definição da equipe. A continuar assim, 3a feira, feriado, deverá ser folga para todo mundo, pois não teremos computadores em rede (e talvez nem na 4a os tenhamos).

Gustavo está redigindo os modelos de petição, a partir do material do Salami e do Silveira Clemente.

E, até o momento, a BT ainda não disse nada sobre o início das atividades ou a entrega dos processos...

Só mais uma coisa : o webmail da ISM é o PIOR webmail do MUNDO !!! Gustavo, Luci e Felipe Rolim fazem muito bem de usarem o Rcaa. Rodrigo não liga pq é da idade da pedra lascada, pra ele tanto faz.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Just in time




Cheguei na obra hj no exato momento que o Claudio finalizava o último ponto de saída dos cabos. É impressionante a quantidade de cabos. Todas as paredes já estão no lugar. Hoje à noite chega o carpete. Tomara, pq não aguento mais entrar aqui no Silveira Clemente & Rojas com os pés imundos de poeira.


Já escolhi, por indicação do pessoal do Silveira Clemente, a auxiliar de serviços gerais e a recepcionista. Esta, por sinal, formada em Secretariado Executivo trilíngue (embora tenha confessado que o inglês é fraco). De tarde tem dinâmica dos estagiários e reunião na BT. Lucy e Gustavo chegam daqui a pouco.


O Cezimbra vai dar uma palestra para nossos advogados e estagiários, explicando todas as teses. Não podia ser melhor.

domingo, 22 de abril de 2007

Adeus não, me diga até breve


Aproveitei o último final de semana para me despedir do Rio em grande estilo. Acordei cedo sábado e parti para a praia. Me lembrei da conversa que eu tive com o Peixoto, sobre como é difícil para os portoalegrenses irem à praia e me senti culpado de morar tão perto do mar e frequentá-lo tão pouco. Entrei direto na água, como nunca faço. De noite, fui ao teatro ver "Renato Russo". Para quem tem mais de 35 anos (e, portanto, teve a chance de ver a Legião ao vivo desde o início), é de arrepiar a semelhança.

Domingo, almoço em família no Porcão Rio's, mirando a Baía da Guanabara. Depois, Maracanã. Mesmo sem Flamengo. Finalizando, Evanescence, de novo. Achei o show daqui mais caloroso, sob as bençãos da lua e da noite estrelada.

Amanhã, começa pra valer a jornada sulista. Tô preparado pra tudo. Inclusive, para pagar excesso de bagagem.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Longe de Porto Alegre



Os dois últimos dias foram pauleira, nem deu tempo de postar. Selecionamos 7 advogados para trabalhar conosco, conhecemos nosso principal cliente local e nosso escritório espelho. Por sorte, o vôo da Webjet mudou para 7 e meia, nos dando uma folga maior para as decisões finais.


Agora ficamos abusados : queremos começar a operação em 30/04. Dois dias antes do previsto. A obra deve terminar dia 23, o carpete dia 25, os computadores e os móveis chegam dia 27. Se tudo der certo, entramos no livro dos recordes da montagem mais rápida de um escritório de advocacia.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

De terno

Depois de muitos dias, voltei a vestir terno e gravata. Mônica e Gilza estão chegando, vamos na BT e no outro escritório parceiro. Vamos na OAB também, dar entrada na inscrição suplementar. Chovem currículos na minha mesa. Todo mundo tem alguém pra indicar.

Deixei Rodrigo lá em cima na obra, discutindo o orçamento com o Peixoto. Caríssimas, as luminárias. Quase 12 mil reais só de luminárias. Desci logo que percebi que o Rodrigo estava ficando furioso.

A recepção já está montada. Chiquérrima.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Bring me to life


Desde que começamos vir a Porto Alegre, me chamava atenção o enorme anúncio do show do Evanescence. Eu já comprei meu ingresso pro show do Rio há tempos, mas alimentava o desejo de assistir o show aqui, porque a banda escolheu Porto Alegre para abrir a turnê brasileira justamente porque Porto Alegre é a capital brasileira do rock.

Botei pilha no Rodrigo desde cedo para ir ao show, mas ele não dizia nem sim, nem não. Na hora h, claro, fez forfait.E ainda disse que nunca ouviu falar em Evanescence. O cara não querer ir porque tá cansado eu entendo - afinal, não é qualquer um que tem um parque de diversões como esse projeto que eu toco aqui em POA. Agora, dizer que nunca ouviu falar em Evanescence ? Em que mundo esse cara vive ??? Será que, quando eu ficar velho, vou ficar assim, alienado da vida, só lendo o Segundo Caderno pra saber o resumo da novela ?

Foi até melhor o Tio Sukita ter ficado em casa...pude cantar à vontade, coisa que não vou poder fazer no Rio, porque a Flávia vai me constranger. A Flávia anda ensaiando com afinco para provar que canta mais que a Amy Lee. E canta mesmo, pude constatar (embora não toque piano). Além de tudo, a Amy Lee, de perto, é um canhão. "Coscarque" nela.

Quem não tiver ingresso pra domingo aí no Rio, corra pra comprar. Dá tempo de ver a Cabofriense ganhar a Taça Rio e ainda correr pro Riocentro. O show é trilegal, tchê.

Engaiolado


Agora vai ! Chegou o tocador de obras, já posso me dedicar ao capital humano. Na gaiola, que será a futura recepção, já se pode ver o Rodrigo questionando o Peixoto.

Devagar

O dia começou sonolento....estou esperando um cara que o Lucio indicou para nos vender o servidor. Passei na obra, mas não tinha ninguém. Com a sala trancada, não pude entrar. Mas deu pra ver a estrutura da recepção já armada e as placas de gesso no chão.

Aqui, no Silveira Clemente & Rojas, o sistema de acompanhamento processual caiu. Tá todo mundo devagar...e a conexão da Internet também não é nenhuma Ferrari...tudo isto para reforçar a minha angústia.

Daqui a pouco, Rodrigo chega.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Amenidades

Caxias 3 x 0 Grêmio. Cineminha de noite, estavam lá Pedro Parente e Raul Pont. Nem se falaram. Será que só eu os reconheci ? Quem sabe, no próximo, encontro a Dilma Roussef e o Tarso Genro. Este, por sinal, mora pertinho do escritório, pelo que me disseram.

Luciodependência

Desde o primeiro dia em POA, percebi que nossos amigos do Silveira Clemente & Rojas dependem bastante do Lucio. Eu acho caríssimos os serviços da BCS, pensei desde logo em dezenas de outras alternativas. Mas não tem jeito....a cada hora que passa, fico mais dependente do Lucio. Eu reluto em engolir cada solução que ele me apresenta, alugo o Noel, amigo que nunca me falta nessas horas, e acabo me convencendo, sob as bençãos do Noel, que o Lucio estava certo. Foi assim com o ar-condicionado do CPD, foi assim com o servidor, está sendo assim com o Exchange...sem o Lucio, não teríamos telefone, não teríamos pontos de rede, eu ainda estaria dando voltas. Ele hj me deu uma boa, arrumou uma solução de impressão e cópias a 6 centavos, sem franquia, uma economia brutal.

Tô cada vez mais Luciodependente e digo mais : me convenci que precisamos do sistema dele. Nem tanto pelo sistema, mas muito por conta dele. Cada planilha de excel que a BT pede ele quebra a cabeça, junto com o pessoal de TI do outro escritório, até encontrar a solução. Eu vi a planilha que foi feita para atender a exigência da semana passada e tremi nas bases. As fórmulas são assustadoras, eu não lembro de ter visto nem no Coppead nada parecido. Perto delas, as planilhas pirotécnicas do Gomes estão no jardim de infância. Essas daqui, em contrapartida, estão defendendo a tese de doutorado.

Não tinha pia, não tinha parede...



Bits and Bytes

Começou cedo ! Passei mais de 1 hora reunido com o Lucio, traçando estratégias de tecnologia da informação. Não tenho a menor condição de entender a complexidade do tema, por mais que me esforce.

Depois, Antenor e Peixoto, para definir o lay-out. Desenhamos, no chão, a recepção e a copa. Mandei fazer a copa em gesso acartonado.

Não temos luz. A Dirani proibiu de usarmos a energia do condomínio para acelerar a obra. Ou seja : além de só podermos fazer obra de noite, só poderemos acelerar de verdade quando tivermos luz nas salas. Se o Rodrigo tivesse aqui, pularia no pescoço do molequinho da Dirani e tinha uma crise de úlcera. Como eu tenho mais o que cuidar, nem dei bola, o Peixoto que se vire.

Fui na empresa de RH. Precisava ver a cara das psicólogas quando me ouviram dizer que eu preciso de 35 pessoas para começar dia 2 de maio. E olha que eu nem falei que, a rigor, queria mesmo era pra 2a feira que vem, a tempo de fazer um treinamento. Bom, já sublimei o treinamento, me contento em ter todo mundo aqui dia 2. Vai custar caro esse recrutamento...

Não sirvo pra cuidar de obra, mas hoje dei uma dentro. Resolvi o impasse do lugar do CPD, colocando o servidor ao lado da sala de reunião e o rack do hub no meio da sala. Simplesmente perguntei, depois de muita discussão entre o Lucio e o Peixoto, se os dois precisam ficar no mesmo lugar ou se podiam ficar separados. Podiam. Como é que ninguém pensou nisso antes ?

Depois, posto mais, com foto da sala já sem parede e sem pia.

domingo, 15 de abril de 2007

Melancolia

Achei o domingo melancólico. Quase ninguém nas ruas, nada para fazer...passei no escritório, mas resolvi não entrar. A portaria estava fechada com grades e ia me dar trabalho para entrar. Como os restaurantes em Porto Alegre fecham depois de certa hora, fiquei com medo de perder a hora do almoço, como já me aconteceu uma vez.

Nem ao jogo eu posso ir. Com o Colorado eliminado, o campeonato gaúcho virou uma festa do interior, com o Grêmio favorito. Hoje, o jogo é em Caxias do Sul. Anos atrás, eu tinha uma audiência em Caxias 2a feira bem cedo e cheguei na cidade domingo de manhã. Era o dia do clássico local, CAJU, isto é, Caxias x Juventude. Fui ao estádio sem saber para quem torcer. Logo no início, o Juventude marcou um gol e a torcida explodiu gritando : "ela, ela, ela/silêncio na favela". Desde aquele dia, não tive mais dúvidas : se um dia eu precisar para torcer para um time aqui, será o Caxias.

Separei 4 endereços de agências de recursos humanos. Pretendo visitar pelo menos 2 ainda pela manhã de segunda-feira, logo depois de vistoriar a obra.

A confirmar

Desde que comecei a prospectar o negócio, nossos amigos do Silva Clemente & Rojas, vizinhos de prédio de quem clonamos a infra-estrutura, nos apavoram dizendo que trabalham 16 horas por dia, de segunda a segunda. Na 4a feira, quando fui embora, o Rafael estava no fundo do poço, dizendo que por conta do relatório a ser entregue em 1 semana, trabalharia o final de semana inteiro sem parar.

Por isso, nem tive dúvidas em ir no 3o andar procurar por eles logo depois que saí da sala com o colono destruindo a parede. Queria ver se o barulho estava incomodando e, sobretudo, queria acompanhar a confecção do relatório. Para minha surpresa, tudo apagado! Procurei com mais atenção e acabei enxergando uma menina, que me reconheceu. Era a única pessoa por lá.

Fui pro shopping comprar um telefone local (Brasil Telecom/Nokia, para prestigiar a clientela) e encontrei o Cezimbra de bermudão, passeando com a namorada, relaxadão....confirmou que ninguém ia lá esse fim de semana.

Será que o monstro é tão feio como pintam ?

Vai reclamar ou não vai ?

O flat que escolhi para esta primeira semana me surpreendeu pelo espaço. Tem uma sala espaçosa, cozinha idem, área de serviço, varanda, dois quartos com armário e um banheiro. Na sala, dois grandes sofás-cama, uma mesa redonda, uma televisão minúscula ligada à Net. Tudo isso por módicos 99 reais a diária. Uma pechincha. Além disso, embora fique no Centro, é uma zona residencial, a menos de 10 minutos do escritório e pertinho da Justiça. Não tem espelho - e Narciso acha feio o que não é espelho.

O problema é que a conservação deixa muito a desejar. Parece bastante com as casas que o Digrillo alugava quando a gente passava os carnavais em Rio das Ostras. Tenho certeza que se meu companheiro de quarto fosse de outros tempos, não ficaria um minuto sequer nestas instalações modestas. Rodrigo, tenho minhas dúvidas. Ora acho que ele vai reclamar, ora acho que vai encarar numa boa. O flat não tem conexão no quarto, mas tem uma sala perto da recepção com um computador e vários cabos de rede. Gratuito. Vazia, neste domingo ensolarado.

Aproveitei para envenenar a planilha do business plan com o quadro de pessoal já ajustado. O resultado melhorou, mas ainda falta ajustar os móveis, a obra civil e o computador. Sem contar a facada da fiança bancária.

Definições, definições, definições...


O Antenor, da loja de móveis, chegou para conciliar o lay-out da sala junto com o Peixoto. Perdemos um tempão para decidir o lugar do CPD, detalhes minúsculos de divisórias, pontos de energia, coisas assim. Eu não tenho a menor paciência para essas coisas, Rodrigo é que nasceu para isso, mas se eu ligasse para ele a cada minuto enlouqueceríamos todos.


Depois de mais de 1 hora de intermináveis definições é que fui me lembrar de perguntar ao Peixoto quanto ia custar a obra. Ele disse que iria em casa preparar o orçamento e depois me mandaria por e-mail. Nunca fiz uma obra assim : sem saber quanto custa e com o empreiteiro trabalhando a pleno vapor sem receber nada de sinal. Descobri que a toque de caixa, o fio de bigode ainda vale muito.


Deixei o escritório com um operário com cara de colono (expressão local para os gaúchos das áreas rurais) sentando a marreta para destruir a parede que separa as duas salas.

Foi dada a largada


Cheguei na sede da imobiliária por volta de 11h. Na véspera, sexta-feira 13, o corretor rompeu o acordo com a gente e se negou a aceitar um fiador do Rio de Janeiro. Cheguei a pensar que a gente ia perder o negócio, mas ele acabou aceitando me entregar as chaves em troca do compromisso de apresentar uma garantia bancária até o fim do mês. Não consigo entender essa lógica : não quer um fiador do Rio, mas aceita me entregar as chaves sem nenhuma garantia, confiando que no futuro eu apresentarei uma fiança bancária...e se eu não entregar ? Esperteza demais sempre atrapalha.


O Peixoto, empreiteiro que contratei por telefone sem nunca ter visto antes, já estava lá desde 8 e meia da manhã tentando subir com os materiais e começar a obra. Assinei o contrato e subi. O imóvel, um espaço andar de 460m2, já estava aberto e com plástico no hall dos elevadores para proteger o piso de granito.


Vendo aquelas duas salonas vazias, com piso no concreto e fios pendurados no teto, me dei conta que só um louco assumiria o compromisso de receber 4 mil processos 2 semanas depois. Paciência, agora já foi. O dia em Porto Alegre estava particularmente lindo e me confortei de saber que a Mônica estava certa de rejeitar a loja claustrofóbica e sua falta de janelas. Pensei até em adiar a contratação das persianas e deixar o escritório com as imensas paredes de vidro refletindo as ruas arborizadas do bairro Moinhos de Vento. O Peixoto me desaconselhou.

Desafio pouco é bobagem

Sábado, 14/04/2007, embarco às 8h para Porto Alegre. Cheguei em cima da hora e com sono, porque na véspera fiquei até 2 da manhã na casa do Felipe e da Ju tomando vinho. Saí de lá arrastado, deixando para trás 1/2 garrafa Magnum de um vinho argentino que vinha guardando há quase 1 ano, esperando companheiros que não se intimidassem diante do litro e meio da garrafona. Começo, assim, a flertar com o desafio de, em pouco mais de 2 semanas, colocar de pé um escritório muitas vezes maior de tudo o que já desenvolvi na vida. Em tão pouco tempo, preciso iniciar as obras, contratar 35 pessoas, comprar 35 computadores, comprar um sistema de gerenciamento, constituir uma nova sociedade, criar uma logomarca, contratar um domínio na web, instalar 30 linhas telefônicas, comprar os móveis, ligar a luz e mais um monte de chateações que nem me dou conta de todas elas. Tudo isso na condição de forasteiro, sem uma rede de velhos amigos para me ajudar de verdade. O avião parte na hora. Desde que começou o apagão aéreo, já fiz mais de 20 viagens e nunca peguei atraso maior que 1 hora. Cochilo no vôo.